Calçadas de Curitiba e o "Paranismo"

Vamos falar sobre os desenhos que se repetem em diversas calçadas de Curitiba: os padrões que lembram elementos da flora da região. O movimento “paranista” teve seu período áureo nos anos 1920 como resultado de alguns discursos de intelectuais que buscavam símbolos para a consolidação da imagem do estado do Paraná, recém emancipado de São Paulo em 1953. Romário Martins já havia escrito seu manifesto, em 1927, o termo paranismo, uma analogia a expressão paulista, além de uma forma de diferencia-los.

Foram eleitos símbolos, que não estariam no homem em si, mas no seu entorno, por isto elencaram o Pinheiro Araucária e seus derivados, a pinha (aglomerado de sementes do pinheiro), pinhão (semente da araucária) e a erva-mate (ilex paraguariensis). E a revista “Ilustração Paranaense” foi o veículo que contribuiu para a grande difusão dos símbolos.

Estes elementos alastraram-se por Curitiba, como, por exemplo, as estilizações de lanche de Morretes presentes até hoje em calçadas pela cidade, além de serem utilizados em logomarcas variadas, ser temas de pinturas e esculturas, mobiliário urbano, entre outras aplicações. O movimento paranista perde forças já em fins dos anos 1930. Porém, ainda hoje, estes elementos estão fortemente relacionados a identidade não apenas curitibana, mas também paranaense.

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